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Febrageo propõe ao governo federal a criação da Política Nacional de Geodiversidade

  • há 6 dias
  • 3 min de leitura

Proposta busca criar marco legal para valorização do patrimônio geológico e impulsionar desenvolvimento sustentável no país


A Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) apresentou ao governo federal a proposta de criação da Política Nacional de Geodiversidade, Geopatrimônio e Geoconservação, com o objetivo de estabelecer um marco legal para o reconhecimento, o uso sustentável e a valorização dos recursos geológicos do país, além do fortalecimento do turismo sustentável e da promoção da educação ambiental. A iniciativa foi debatida em agenda com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, na última segunda-feira (16).


Conforme o presidente da Febrageo e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Caiubi Kuhn, a proposta é resultado de discussões realizadas ao longo de anos por um grupo de trabalho criado no âmbito da Federação.

“A política pública que está sendo proposta pode dar visibilidade a esse patrimônio geológico brasileiro e possibilitar avanços importantes na compreensão da história geológica do território nacional e de temas transversais, como as mudanças climáticas, além de atender à curiosidade da população sobre paisagens, cachoeiras e outros locais que possuem relevância geológica”, destaca ao explicar a importância do projeto.


Segundo o vice-presidente da Febrageo, Adriano Sampaio, a ausência de uma política nacional revela uma lacuna importante na agenda pública. “Hoje, o Brasil já discute mudanças climáticas e trata bem da biodiversidade, mas ainda não dá a mesma atenção à geodiversidade, que é o alicerce de tudo, do solo que produz alimentos às paisagens que atraem turismo. Sem uma política estruturada, deixamos de integrar conhecimento científico às decisões públicas e perdemos capacidade de transformar esse patrimônio em desenvolvimento sustentável para as regiões, em educação, turismo e oportunidades econômicas para a população”, destaca.


Para o coordenador do Comitê Científico do Projeto Geoparque Corumbataí e professor do Departamento de Geologia do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) do câmpus de Rio Claro, José Alexandre Perinotto, a iniciativa surge diante da ausência de uma legislação específica sobre geodiversidade no Brasil.


“O conceito abrange elementos do meio abiótico, como rochas, minerais, solos, águas e paisagens naturais. Enquanto a biodiversidade já é contemplada por políticas públicas, a geodiversidade ainda não conta com um arcabouço normativo próprio no país”, explica.

Foto com a entrega do livro Geopatrimônio em Geoparques no Brasil ao Deputado Federal Ricardo Galvão
Entrega do livro Geopatrimônio em Geoparques no Brasil ao Deputado Federal Ricardo Galvão

Na mesma data, os representantes da Febrageo também participaram de uma agenda com o diretor do Departamento de Geologia e Produção Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), José Luiz Ubaldo de Lima e equipe, além do deputado federal Ricardo Galvão. Também participaram da agenda o vice-presidente da Febrageo, Adriano Sampaio; o diretor financeiro da Febrageo, Fábio Augusto Vieira Reis; e o pró-reitor de Extensão Universitária e Cultura (Proec/Unesp), Raul Borges Guimarães.


A proposta


Foi entregue à ministra um documento que propõe a criação da Política Nacional de Geodiversidade, Geopatrimônio e Geoconservação no Brasil, com base em marcos legais nacionais e internacionais.


A justificativa destaca a importância de reconhecer e proteger a geodiversidade, que inclui rochas, fósseis, relevo, solos e recursos hídricos, como parte do patrimônio natural do país, além de seu papel estratégico no desenvolvimento sustentável, na educação ambiental e no turismo.


A proposta também reforça que os geoparques reconhecidos pela UNESCO podem impulsionar o desenvolvimento regional, valorizando a cultura, a identidade local e a geração de renda, sem necessariamente impor restrições ambientais rígidas.


Entre os objetivos da política estão o incentivo à pesquisa científica, à inovação, à educação ambiental e à capacitação técnica, além do apoio à criação de inventários nacionais e estaduais da geodiversidade. O documento também propõe a articulação entre União, estados, municípios, universidades e empresas, para promover o uso sustentável dos recursos naturais e fortalecer iniciativas como o geoturismo e os geoparques no Brasil.


Para viabilizar a política, o projeto prevê a criação de um Conselho Nacional e de um fundo específico, financiado por recursos como royalties de petróleo, mineração e investimentos públicos e privados. Prevê também a criação do Plano Nacional de Geodiversidade, Geopatrimônio e Geoconservação, que deverá definir diagnósticos, prioridades, metas e instrumentos para implementar a política.


Além disso, sugere diretrizes para que empresas invistam em pesquisa e conservação e institui ações de educação e conscientização, como a Semana Nacional da Geodiversidade. A execução ficará sob responsabilidade do Ministério de Minas e Energia, com apoio do Serviço Geológico do Brasil.


Na foto: Subsecretária do MMA, Ana Beatriz de Oliveira; geólogo e coordenador do CREA/RJ, Adriano Magalhães Sampaio; professor da UFMT e presidente da Febrageo, Caiubi Kuhn; ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; coordenador do Comitê Científico do Projeto Geoparque Corumbataí, José Perinotto; pró-reitor da Proec/Unesp, Raul Guimarães; coordenador do CECAV do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Jocy Cruz; assessora de gabinete do MMA, Jane Vilas Bôas.

Na foto: Subsecretária do MMA, Ana Beatriz de Oliveira; geólogo e coordenador do CREA/RJ, Adriano Magalhães Sampaio; professor da UFMT e presidente da Febrageo, Caiubi Kuhn; ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; coordenador do Comitê Científico do Projeto Geoparque Corumbataí, José Perinotto; pró-reitor da Proec/Unesp, Raul Guimarães; coordenador do CECAV do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Jocy Cruz; assessora de gabinete do MMA, Jane Vilas Bôas.


Com informações - Comunicação Unesp

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