top of page

ANM opera com 60% dos cargos vagos e entidades e sindicatos pressionam governo por reforço

O presidente da Febrageo, Caiubi Kuhn, se reuniu com representantes do governo federal para mostrar risco à fiscalização, à arrecadação e à soberania mineral do país

    Reunião da Diretoria da Febrageo com representantes da ANM
Reunião da Diretoria da Febrageo com representantes da ANM

Dados oficiais da transparência da Agência Nacional de Mineração (ANM) mostram que 60% das vagas de servidores criadas por lei estão desocupadas, o maior índice entre as agências reguladoras federais. Diante disso, a Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) solicitou ao governo a contratação imediata de servidores.


Na última quinta-feira (29.01), representantes da Febrageo realizaram uma série de agendas para tratar do tema. Participaram o presidente, Caiubi Kuhn, Fernando Augusto Saraiva, Lucas Furlan, Fábio Augusto Reis, Lília Albuquerque, Pablo Palma, Elisa Soares. No período da manhã, estiveram reunidos com o Diretor-Geral da ANM, Mauro Sousa, e os diretores substitutos, Fabio Borges e Luis Paniago, para tratar da urgência no provimento extraordinário dos cargos vagos na autarquia.


O órgão requer autorização de provimento adicional de 220 cargos, dos quais 180 de especialistas e 40 de analistas administrativos, além de autorização para o provimento de 4 vagas não autorizadas decorrentes de desistências.

Segundo a Federação, a falta de servidores compromete a eficiência administrativa e a segurança ambiental, a previsibilidade regulatória e a capacidade do Brasil de avançar na agenda de minerais críticos, essenciais para a transição energética e para a indústria de base.


Outro ponto de alerta é o calendário eleitoral de 2026. Caso a autorização não seja concedida a tempo, o reforço de pessoal pode ser travado por restrições legais. A entidade defende o aproveitamento de candidatos já aprovados em concurso como solução rápida e de baixo impacto orçamentário, evitando paralisações e perdas econômicas.


Conforme o presidente da Febrageo, a falta de pessoal na ANM é um problema crônico que vem sendo retratado há anos pelos órgãos de controle interno (CGU) e externo (TCU) e por organizações internacionais como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


“A situação não é nova. Estamos falando de uma agência que regula um setor estratégico para a soberania nacional operando com mais da metade do quadro previsto em lei vazio. Isso impacta diretamente a fiscalização, a segurança ambiental, a arrecadação e a confiança dos investidores. A reunião de hoje reforça que existe convergência técnica sobre a urgência do tema. O que o setor espera agora é uma resposta rápida do governo, antes que o problema se agrave”, ressalta Kuhn.


Assinam o documento 31 entidades regionais que integram a Febrageo, formadas por associações e sindicatos, que atualmente representam mais de 12 mil geólogos ou engenheiros geólogos do país.


bottom of page