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UFMT Sediará encontro nacional sobre geoparques e geodiversidade em setembo

  • há 7 dias
  • 3 min de leitura

Encontro reunirá especialistas de universidade, instituições de pesquisa e equipes de geoparques em diferentes estágios de implatação.

Cânion com penhascos alaranjados ao pôr do sol, vegetação verde no vale e céu rosado; paisagem majestosa e calma.
Foto: Thayana Alvarenga

Pesquisadores, estudantes, profissionais e representantes de projetos de geoparquesde diferentes regiões do país estarão reunidos entre os dias 16 e 19 de setembro, naUniversidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, para o evento“Geodiversidade em Conflito: entre possibilidades e desafios territoriais dos projetosde Geoparques brasileiros”.


A programação será realizada em conjunto com o VI Workshop do GeoparqueChapada dos Guimarães e promoverá debates sobre geodiversidade,geoconservação, governança territorial, sustentabilidade, geoturismo e políticaspúblicas. Entre as atividades previstas estão os tradicionais Concursos de Desenho ede Fotografia do Geoparque Chapada dos Guimarães.


As inscrições são gratuitas e permanecem abertas até 15 de setembro, com vagaslimitadas. Já pesquisadores e estudantes interessados em apresentar seus estudostêm até 15 de agosto para submeter trabalhos científicos. Os trabalhos aprovadosserão divulgados no dia 30 de agosto.


O encontro reunirá especialistas de universidades, instituições de pesquisa e equipesde geoparques em diferentes estágios de implantação, consolidando um espaço dediálogo interdisciplinar sobre os desafios e as potencialidades dos territórios quebuscam o reconhecimento como geoparques. A palestra de abertura será ministradapelo coordenador científico do Seridó Geoparque Mundial da UNESCO, MarcosAntônio Leite do Nascimento, que abordará os caminhos para a consolidação dos geoparques brasileiros e a integração entre geodiversidade, geoconservação,geoturismo e desenvolvimento territorial.


Ao longo dos quatro dias, serão debatidos temas como governança, identidadeterritorial, patrimônio geológico, geoética, educação, turismo sustentável,comunicação, participação comunitária e os desafios enfrentados pelos projetos degeoparques em estados como Mato Grosso, Bahia, Goiás, Paraná, Rio Grande doNorte, Rio Grande do Sul e São Paulo.


“Os geoparques representam uma estratégia capaz de unir conservação dopatrimônio geológico, desenvolvimento sustentável, educação e valorização dascomunidades locais. Ao reunir pesquisadores, estudantes e profissionais dediferentes regiões do Brasil, este encontro fortalece a produção científica, promove atroca de experiências e contribui para o avanço dos projetos de geoparques no país”,destaca um dos organizadores, o presidente da Febrageo e professor do curso deEngenharia de Minas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Caiubi Kuhn.


Segundo um dos organizadores, o professor de Geografia da Universidade Federal deMato Grosso (UFMT), Cleberson Ribeiro de Jesuz, o encontro surge para preencheruma lacuna no país ao reunir, pela primeira vez, projetos e propostas de geoparquesem diferentes estágios de desenvolvimento. A expectativa é consolidar o eventocomo parte da agenda nacional, fortalecendo a integração entre pesquisadores,gestores e comunidades envolvidas nessas iniciativas.


“Os projetos de geoparque normalmente são iniciativas de longo prazo. A maioria daspropostas resulta de 10 a 15 anos de estudos e de trabalho junto às comunidades.Isso nos traz uma perspectiva muito positiva em relação ao evento, porqueentendemos que esta é uma iniciativa de muitas que virão. Ao mesmo tempo, aconsolidação dos geoparques no Brasil ainda enfrenta desafios nas esferas política,educacional e de gestão. Precisamos de uma política nacional mais eficaz e de umaatuação mais direta do poder público para fortalecer essas propostas”, destaca.


A programação inclui palestras magnas, mesas temáticas, visita técnica aoGeoparque Chapada dos Guimarães, minicurso para professores, atividades culturaise apresentações de trabalhos científicos. Entre os palestrantes confirmados estãopesquisadores das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), Bahia (UFBA), deOuro Preto (UFOP), de Goiás (UFG), e estaduais como a Paulista (Unesp), de MatoGrosso do Sul (UEMS), de Feira de Santana (UEFS), Companhia de Pesquisa deRecursos Minerais (SGB-CPRM), além de representantes de projetos de geoparquesde diversas regiões brasileiras.

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